INFECÇÃO PELO PAPILOMAVÍRUS HUMANO - HPV

 


 

Definição

Infecção de caráter crônico, geralmente transmitida por contato sexual.  A infecção pelo HPV é particularmente  importante devido a sua alta prevalência, e seu papel na etiologia do câncer de colo de útero (colo do útero é a parte do útero que se comunica com a vagina; sua posição é no fundo da vagina). Estudos epidemiológicos recentes, confirmam a importância dessas associações. O HPV pode ser também fator de risco para os cânceres de pênis, vulva, reto, vagina e ânus. Outros tipos de vírus HPV, podem causar também câncer na boca e na garganta. Esses tipos de cânceres de boca e garganta, podem ser consequência de infecção pelo HPV, através do sexo oral. 

Existem mais de  150 subtipos de HPV identificados. Cerca de 80% deles são combatidos e eliminados pelo sistema imunológico das pessoas infectadas, sem a necessidade de tratamento, e sem deixar seqüelas ou acarretar doenças mais graves. Ocorre que certos tipos acabam causando lesões. Alguns, a exemplo do subtipo 6 e do 11, geram alterações consideradas benignas, embora incômodas: as verrugas que se espalham pela vagina, vulva e pelo colo do útero. O perigo maior é quando as mulheres se infectam pelos números 16 e 18. As feridas que esses subtipos provocam nessas mesmas regiões do corpo, são imperceptíveis a olho nu e não doem, mas podem levar  a tumores malignos, principalmente o câncer do colo do útero. Ao  ser tratada, a lesão provocada pelo HPV, pode acarretar a reversão de um quadro que, sem os cuidados adequados, poderia evoluir para um câncer. Entretanto, a eliminação do vírus não existe.  Em alguns casos raros, observa-se que o próprio sistema imunológico da paciente eliminou o HPV. 

O Papiloma Vírus Humano (HPV) é uma das viroses transmitidas sexualmente mais comuns em todo o mundo, e é a principal causa de câncer no colo uterino. Cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva em todo o mundo estão infectadas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No homem, o vírus não provoca grandes estragos, geralmente é eliminado ou fica latente.

 

Sinonímia

É uma doença também conhecida pelos seguintes nomes:

·         Cavalo de crista (nome popular).

·         Condiloma acuminado.

·         Crista de galo ( nome popular)

·         Verrugas anogenitais.

·         Verrugas venéreas.

 

Incidência

·         É mais freqüente na faixa etária de vida sexual mais ativa. No Brasil entre os jovens de 17 a 30 anos

·         É mais comum nas mulheres.

·         O HPV ocupa o primeiro lugar no ranking das doenças virais sexualmente transmissíveis.

·         O HPV está presente em 90% dos casos de câncer do colo do útero.

·         Cerca de 95% das contaminações acontecem por meio de relações sexuais.

·         No Brasil, o número de mulheres infectadas é o dobro em relação aos homens.

·         Estatísticas indicam que a grande maioria dos portadores do HPV adquiriu o vírus nos primeiros 2-3 anos de vida sexual ativa.

·         Cerca de 2/3  das pessoas que tiveram contato sexual com um parceiro infectado, vão desenvolver uma infecção pelo HPV, no período de três meses, de acordo com a OMS.

·         O Brasil é um dos líderes mundiais na incidência de HPV.

·         Mais de 130 mil casos são registrados anualmente, no Brasil.

·         As pessoas infectadas pelo HPV, em 90% dos casos não apresentam sintomas, desaparecendo sem tratamento. Em 10% dos casos o vírus é detectado, e se manifesta clinicamente, e em somente 5%, com o surgimento de verrugas cutâneas comuns e outras na região do colo uterino.

·         Está aumentando a incidência do vírus nas adolescentes, já que estas estão começando a vida sexual mais cedo, em média a partir dos 14 anos.

·         O HPV torna a pessoa mais sensível a outras DST, inclusive a AIDS.

·         Estudos científicos mostram que a contaminação por HPV está associada a 85% dos casos de câncer de ânus, 50% dos casos de câncer de vulva, vagina e pênis, 20% dos casos de câncer de orofaringe e 10% dos casos de câncer de laringe (os dois últimos devido à pratica de sexo oral).

 

Agente etiológico

O agente etiológico é um vírus chamado Papilomavírus humano (HPV); pertencente a família Papovaviridae; vírus DNA. Consiste em um virion de 55 mm, icosaédrico, com 72 capsomêros  

Atualmente já foram isolados mais de 70 tipos diferentes de HPV que infectam apenas o homem. Tipos virais associados comumente aos crescimentos benignos não são na maioria dos casos, os mesmos encontrados nas lesões malignas. Os Papilomavírus compreendem três grupos clínicos patológicos: 

 

·         HPV cutaneotropico, que afeta regiões não-genitais. Estes incluem HPV tipo 1 a 4 e o tipo 10, Estes tipos são quase sempre associados a lesões verrucosas benignas. 

·         HPV cutaneotropico: produz lesões  clinicas primeiramente em pacientes  com  Epidermodisplasia Verruciforme (EV). Os pacientes com EV podem ser infectados com um ou vários tipos específicos de EV e/ ou HPV 3 ou 10. Um subgrupo de tipos específicos para EV (especialmente HPV 5 e 8) tem potencial oncogênico significativo em pacientes com EV.

·         HPV mucoso- genitotrópico, que infecta especialmente a genitália externa ou a mucosa da genitália, boca ou laringe. Alguns deste HPV 6 e 11 são chamados de baixo risco, porque estão geralmente associados com lesões benignas ou malignas de baixo grau como os tumores de Buschke-Lowenstein. Outros tipo como os HPV 16, 18, 31 e 33 são chamados de alto risco, porque a infecção especialmente na cérvix, é fator importante de risco para câncer.

 

Reservatório

O homem.

 

Fatores que podem contribuir para se adquirir o HPV

São fatores ou situações que contribuem para que uma pessoa sadia, possa se contaminar com o vírus HPV. 

·         Promiscuidade

·         Participar de sexo grupal.

·         Sexo casual.

·         Ter relações sexuais com parceiros ou parceiras com lesões na área genital e anal.

·         Fazer sexo sem usar o preservativo.

·         Fazer sexo oral em parceiros com lesões na área genital ou anal.

·         Fazer sexo anal  em parceiros com lesões na área genital ou anal.

·         Compartilhar toalhas e roupas íntimas.

 

Grupo de risco

São pessoas que pertencem a um determinado grupo, e que têm mais probabilidade de adquirir a doença:

·         Portadores do vírus HIV.

·         Adolescentes e jovens que estão iniciando a vida sexual.

·         Mulheres que têm vida sexual ativa e com vários parceiros (as).

·         Transplantados (pessoas que já sofreram transplantes).

·         Pessoas com baixa imunidade.

 

Doenças  e afecções relacionadas ao HPV

·         Câncer de ânus.

·         Câncer da cavidade bucal.

·         Câncer do colo do útero.

·         Câncer de pênis.

·         Câncer da vagina.

·         Câncer da vulva.

·         Condiloma acuminado.

·         Papilomatose Respiratória (PPR).

 

HPV e o HIV

As infecções pelo HPV em pacientes com infecção pelo HIV manifestam-se por extensas verrugas vulgaris, especialmente nas áreas periungueais e de barba, no homem. As lesões pelo HPV podem acometer o ânus, o reto e o cólon, além da genitália. Nestas últimas  aparecem pequenas verrugas roseas e coalescentes (agrupadas) em forma de couve-flor, caracterizando  o condiloma acuminado.   

Deve-se evitar o contato com o vírus utilizando-se preservativos de látex. As verrugas são altamente contagiosas e se disseminam com muita facilidade, é preciso estar bem atento, pois o vírus penetra na pele através de fissuras. 

Em relação às mulheres infectadas pelo HIV todas devem realizar exame ginecológico, com colheita e exame citopatológico, que no primeiro ano após a infecção deve ser realizado a cada seis meses, e no caso de normalidade após esse período deve ser feito a cada ano.  As lesões do HPV em pacientes infectados pelo HIV geralmente, tendem a ser persistentes e recorrentes após tratamento cirúrgico.

 

HPV e o Câncer de Ânus

Certos tipos de papilomavírus humanos (HPV), têm sido ligados a pré-cânceres e câncer de ânus. O câncer anal se localiza no ânus.  Câncer de ânus é um tumor maligno que ocorre no ânus, devido a um crescimento anormal e acelerado  de células cancerosas.  O ânus tem uma parte interna e uma parte externa; o câncer anal pode ter início em qualquer uma delas.   O desenvolvimento do câncer de ânus, em muitos casos, é precedido por condilomas  (papilomavírus humano - HPV). Os condilomas são parecidos com as verrugas genitais.   O câncer anal pode ocorrer em homens e mulheres e é razoavelmente raro, mas quando ocorre é bastante agressivo e a incidência de metástases são altas. Estudos médicos e estatísticos indicam que a grande maioria dos casos de câncer anal, em todo o mundo, são associados à infecção pelo HPV.  As relações sexuais pelo  ânus, em ambos os sexos, podem contribuir para o aumento da infecção pelo HPV na região anal e, conseqüentemente, contribuem também para o  aumento da estatística de câncer anal.

 

HPV e o Câncer do Colo de Útero

Quando mulheres são infectadas pelo HPV,  algumas não conseguem eliminar certos tipo de vírus, mudanças anormais podem ocorrer no revestimento do colo do útero. Estas células anormais, se não forem detectadas e tratadas, podem levar ao pré-câncer ou ao câncer. Na maioria das vezes, o desenvolvimento do câncer do colo de útero leva vários anos, muito embora, em casos raros, ele possa acontecer em apenas um ano. Esta é a razão pela qual a detecção precoce  é tão importante. O câncer do colo de útero é um dos poucos tipos de câncer que pode ser prevenido, através de exames anuais ou semestrais, dependendo da idade da mulher e de outros fatores clínicos.

 

HPV e o Câncer da Vulva

Certos tipos de papilomavírus humanos (HPV, têm sido ligados a pré-cânceres e câncer da vulva. O câncer vulvar é o câncer da vulva (a parte externa dos genitais femininos que envolve a abertura da vagina). Câncer da vulva é um tumor maligno que ocorre na vulva, devido a um crescimento anormal e acelerado  de células cancerosas.

 

                                                                                                                               lesões de HPV na vulva

 

O desenvolvimento do câncer da vulva, em muitos casos é precedido por condilomas  (papilomavírus humano - HPV). Os condilomas são parecidos com as verrugas genitais.  

 

HPV, HIV e o Câncer Cervical

As mulheres infectadas pelo HIV representam um grupo único das pacientes com neoplasia cervical, por terem uma doença mais agressiva com um pior prognóstico, principalmente na presença de imunossupressão. As evidencias também mostram prevalência maior de alterações vaginais, cervicais e no exame de Papanicolau nas mulheres com infecção pelo HIV, quando comparadas com mulheres não infectadas por este vírus.  O HIV em mulheres com alterações cervicais ajuda negativamente  uma maior gravidade da doença, podendo progredir mais rapidamente  o processo evolutivo do câncer cervical. 

A infecção por HPV e o câncer cervical provavelmente assumirão um maior significado no cuidado clínico das mulheres infectadas pelo HIV. Atualmente, devido a melhora na terapia anti-retroviral, a melhores profilaxias para as doenças oportunistas e a sobrevida mais prolongada nestas pacientes. Portanto, exames ginecológicos periódicos, inclusive com Papanicolaou, são componentes importantes do cuidado primário destas pacientes.  

O risco de recorrência da neoplasia cervical escamosa intra-epitelial e de câncer cervical após o procedimento terapêutico convencional é maior nas mulheres infectadas pelo HIV e HPV, correlacionando-se com o estado imune das pacientes. Também  já foi sugerida e estudada por pesquisadores uma associação entre imunodeficiência pelo HIV e infecção pelo HPV relacionada a neoplasia escamosa intra-epitelial anal. 

 

HPV e o Condiloma Acuminado no Homem

Em um homem infectado pelo HPV, as manifestações clínicas mais comuns são as verrugas genitais, causadas pelos subtipos 6 e 11 do vírus. Mas, alguns tipos de HPV de alto risco, como o 16 e o 18, também causam câncer, como os de pênis e de ânus, nos homens. A estimativa de câncer de ânus, nos homens, seja de cerca de cinco casos por 100.000, por ano, contra 20 a 30 acasos por 100 mil no câncer do colo de útero.

 

                                                                                                   pênis com verrugas genitais

Os tipos de HPV que causam as verrugas genitais são diferentes dos tipos que causam câncer.

 

HPV e a Papilomatose Respiratória

Embora seja extremamente rara, outra preocupação de saúde relacionada com certos tipos de vírus HPV, é a chamada Papilomatose Respiratória recorrente (PRR). A PRR geralmente se desenvolve em crianças nascidas de mães portadoras dos tipos de HPV que causam a maioria das verrugas genitais. O vírus passa da mãe para a criança durante o parto normal. No entanto, estatísticas indicam que a incidência desta doença é muito baixa, e a maioria das crianças de mães infectadas pelo HPV, não vão desenvolver a Papilomatose Respiratória.

 

Período de incubação

Esse período oscila muito de 1 a 6 meses, mas a média geralmente fica em três meses. Em alguns casos, as verrugas podem aparecer depois de alguns anos.

 

Período de transmissibilidade

Este período é desconhecido, mas supõe-se que, enquanto houver lesões, persiste a transmissão.

 

Transmissão

A inoculação do Papilomavírus humano ocorre durante a relação sexual com pessoa infectada. Os locais mais freqüentes de infecção são aqueles suscetíveis de microtraumas durante a relação sexual, ou seja, o intróito e membrana perianal e intra-anal.

 

Transmissão através de fômites (objetos contaminados) como toalhas, roupas íntimas, pode ocorrer.

 

Transmissão indireta através de instrumentais ginecológicos contaminados que não foram devidamente esterilizados. A mulher pode solicitar ao seu ginecologista quando for fazer exame preventivo, que utilize material  descartável.

 

Atenção: A transmissão do HPV pode ser transmitida mesmo que o parceiro esteja usando camisinha.  A transmissão do vírus HPV ocorre através do contato pele a pele ou mucosas, geralmente associado ao atrito da área e consequentemente as microfissuras que permitirão a penetração do vírus. Como a camisinha protege apenas a glande e parcialmente o corpo do pênis, esse contato dos genitais feminino e masculino nas áreas não-protegidas pela camisinha, permite a contaminação por HPV. Por isso a necessidade de verificar se o parceiro ou parceira não apresenta lesões ou verrugas na área genital e/ou anal.

 

Sinais e sintomas

Aparecimento de condilomas chamados de verrugas que se apresentam como tumores moles, úmidos e pequenos, róseos ou vermelhos, que crescem rapidamente e se tornam pedunculados, conferindo a erupção uma aparência de couve-flor. Pode ocorrer tanto nos homens como nas mulheres. As verrugas anogenitais são na maioria das vezes assintomática; prurido discreto pode estar presente. Algumas verrugas maiores sangram facilmente. A dor não está usualmente  associada as verrugas a menos que sejam grandes suficientemente para se tornarem mecanicamente irritáveis devido a aderência a roupas ou traumatismo durante a relação sexual. Ocorrem primariamente  em regiões úmidas, como o vestíbulo e pele vulvar. Tem disseminação rápida, podendo estender-se ao clitóris e monte de Vênus, assim como para as regiões perineal e canal anal.  A paciente geralmente se queixa  de ardor na vulva, prurido, dor quando  manipulada, a penetração (durante a relação sexual), ao uso de papel higiênico, ao uso de tampões (tipo OB), uso de calças apertadas.

Na mulher as lesões podem aparecer nos seguintes locais:

·         Colo uterino.

·         Vulva.

·         vagina

·         Região perianal.

·         Reto.

 

Nos homens:

·         Pênis.

·         Bolsas escrotais.

·         Virilha.

·         Uretra.

·         Região perianal.

·         Reto.

 

Em ambos os sexos, menos frequentemente, pode-se encontrar lesões nos olhos, boca, nariz ou em qualquer área do corpo que possa ter sido exposta ao vírus.

 

Obs: Quando a mulher tem qualquer tipo de lesão na região da vulva e vagina, deve se possível, evitar usar absorvente íntimo, enquanto a lesão está ativa, porque a introdução do absorvente íntimo pode levar microorganismos (vírus, bactérias) da lesão, para dentro do canal vaginal.

Diagnóstico

·         Anamnese.

·         Exame físico.

·         Exame clínico.

·         Exame da cavidade oral, devido ao sexo oral. 

·         Exame ginecológico para as mulheres.

·         Exame urológico para os homens.

·         Exame proctológico, devido ao sexo anal.

·         Exames laboratoriais. 

·         Exames citológicos.

·         Teste de Papanicolaou.

·         Exame de colposcopia.

·         Biópsia da lesão. 

 

                                                                                         lesão de HPV no colo do útero

 

 

Obs:  A infecção por HPV não é diagnosticada  através de exame de sangue.

 

Diagnostico diferencial

O diagnóstico diferencial deve ser feito para que a Infecção pelo Papilomavírus humano - HPV não seja confundida com outras patologias com quadro clínico semelhante. Através dos exames clínico, físico, laboratoriais e estudos radiológicos o médico pode excluir essas doenças, até chegar ao diagnóstico correto. As doenças  que podem ser confundidas com a  Infecção pelo Papilomavírus humano - HPV são as seguintes: 

·         Doença de Bowen.

·         Carcinoma. 

·         Condylomata lata.

·         Molusco  contagioso.

 

Tratamento

A terapêutica medicamentosa deve-se levar em conta uma serie de fatores:  a localização e extensão das lesões, quantidade de lesões, a possibilidade de regressão espontânea, o risco oncogênico, os sintomas, outras localizações, a ansiedade do paciente e o seu desejo de ser tratado.

 

Existem várias formas de tratamento para a infecção pelo HPV:

·         Quimioterapia tópica.

·         Aplicação tópica de solução de podofilina (resina vegetal utilizada em varias concentrações de 0,5 a 25%, em soluções alcoólicas ou oleosas).

·         Excisão local das lesões.

·         Excisão cirúrgica por eletrocoagulação.

·         Eletrocauterização.

·         Terapia com raios laser.

·         Imunoterapia.

 

Tratamento psicológico: para as pacientes que temem que a sua doença possa evoluir para o câncer; e também para as pacientes que têm perda temporária do desejo sexual, e apresentam problemas nas relações conjugais.

 

Controle da paciente: Após o tratamento, a paciente deve fazer consultas subseqüentes, para um acompanhamento de controle.

Seqüelas

·         Risco de desenvolver carcinoma escamoso invasor.

·         Perda temporária do desejo sexual pode ocorrer quando as lesões são numerosas. 

 

Prevenção

medidas sanitárias:

·         Campanhas preventivas  educativas por parte do governo para evitar as DST's.

·         Identificar e tratar os portadores assintomáticos. 

·         Fazer testes para identificar outras DST's  associadas.

·         Distribuição gratuita de  preservativos.

·         Campanhas preventivas para que as mulheres anualmente, façam  o teste de Papanicolau.

·         Exames para detecção em postos de saúde em gestante com secreções  e lesões vaginais.

·         Conscientizar os ginecologistas para que utilizem material descartável, para o exame preventivo.

·         Interrupção da cadeia de transmissão pela triagem  e referência dos pacientes com DST's e seus parceiros para  diagnóstico e tratamento adequados.

·         Campanhas preventivas sobre a prevenção de DST's nas escolas.

·         Testes para identificação de DST's em pessoas que compõem grupo de risco.

·         Como em toda doença sexualmente transmissível é recomendável o exame sorológico para Sífilis e Aids.

medidas individuais:

·         Não ter relações sexuais com parceiro, que apresente lesões na área genital ou perianal.

·         Evitar a promiscuidade.

·         Evitar se possível o sexo casual.

·         Tentar evitar as situações de risco para se adquirir DST.

·         Usar sempre preservativos nas relações sexuais.

·         Evitar ter vários parceiros sexuais.

·         Cuidados de higiene antes e após as relações sexuais.

·         As mulheres devem fazer exames preventivos rotineiramente.

·         Não compartilhar toalhas e roupas íntimas.

O uso da camisinha  por parte do parceiro, ajuda a mulher  a se prevenir de contrair o HPV, que é considerado um fator de risco para o câncer de colo de útero, e também para prevenir as várias DSTs, que podem ser adquiridas quando a mulher e a adolescente tem relação sexual sem a proteção da camisinha. 

 

O uso  do preservativo, no caso do HPV, não impede totalmente a  a disseminação da doença, já que pelo contato cutâneo, mesmo sem penetração, pode haver contaminação. Por isso, deve-se evitar ter relações sexuais com parceiros (as) que têm lesões na área genital ou  perianal.

 

As mulheres e principalmente as adolescentes devem levar sempre na bolsa  algumas camisinhas para poderem estar sempre prevenidas. E sempre lembrando-se que para cada relação sexual deve-se fazer uso de uma camisinha. A mesma camisinha não pode ser usada mais de uma vez. Por isso sempre tenha um bom estoque na bolsa. Mulher prevenida vale por duas.

Cuidados  preventivos para evitar DST

As DST manifestam-se  pelo aparecimento de feridas, coceiras, dor ao urinar, corrimento uretral e /ou vaginal e verrugas,  na área genital e/ou anal. Ao surgir qualquer dessas alterações, deve-se procurar um médico, que se encarregará do diagnóstico e do tratamento adequado. A demora em procurar o médico aumenta os riscos da doença se alastrar e da pessoa infectada contaminar seu parceiro (a) ou outras pessoas.

 

Uma vez feito o diagnóstico, a pessoa deve avisar quem lhe transmitiu a doença. Os dois  devem se tratar e evitar, enquanto não estiverem curados, as relações sexuais com outras pessoas. Caso o indivíduo infectado  tenha tido vários parceiros, deve se possível, entrar em contato com eles, informar a sua situação e pedir para que procurem um médico relatando a situação. 

 

A propagação da DST está ligada à promiscuidade e á falta de informação. Qualquer pessoa pode adquirir uma doença, desde que tenha contato sexual com outra já doente.  A troca freqüente de parceiros sexuais, principalmente na adolescência até o período de 35 anos de idade, aumenta ainda mais o risco de se contrair uma DST. 

E o que é pior: uma pessoa pode adquirir uma mesma doença várias vezes, ou em alguns casos pode também está com duas doenças venéreas ao mesmo tempo. Existem vários cuidados que podem ser tomados para evitar a contaminação e transmissão de doenças venéreas: 

·         Evitar  múltiplos parceiros (as).

·         Evitar a promiscuidade.

·         Evitar se possível, o sexo casual.

·         O homem deve evitar, se possível, ter relações sexuais, quando sua parceira esta menstruada, pois o sangue pode ser uma fonte de infecção, caso a mulher tenha uma DST  transmissível por via hematológica (sangue); em muitos casos de DST a mulher é portadora assintomática, isto é, sem sinais e nem sintomas que esteja doente.

·         Escolher bem o parceiro (a), se possível familiarize-se com seus hábitos e caráter antes de ir para a cama.

·         Quando for beijar alguém, se possível, verifique se não existem lesões na boca, pois existem algumas DST que podem ser transmitidas pelo beijo na boca, principalmente aqueles beijos mais íntimos.

·         Quando for fazer sexo oral, verifique se possível, se o parceiro (a) tem lesões, verrugas, feridas ou secreções fétidas na área genital ou perianal (região do ânus), isso pode ser um fator de risco gravíssimo para se adquirir DST.

·         Cuidado, álcool e drogas não combinam com sexo seguro, lembre-se sempre do dia seguinte, e sempre nesses casos o arrependimento ocorre tarde demais..

·         Aborte as preliminares caso perceba erupções no corpo, lesões, feridas e verrugas nos órgãos genitais do parceiro (a), se necessário invente uma desculpa qualquer. 

·         Evitar parceiro (a) que exale mau cheiro do corpo ou dos genitais, esse cheiro  pode ser descuido com a saúde e  a própria higiene pessoal e íntima.

·         Adolescentes e adultos jovens que cada vez mais se preocupam, com a quantidade do que com a qualidade dos parceiros (as), devem ter sempre em mãos preservativos para se proteger.  

·         As adolescentes (que cada vez mais cedo, geralmente a partir dos 14 anos de idade já praticam sexo), devem ter sempre preservativos (camisinhas) para que na hora "H" , possam se proteger. Jamais devem fazer sexo casual, caso o parceiro não aceite a camisinha. 

·         Usar sempre preservativo, mesmo que  sua eficiência  seja reduzida em certos tipos de DST's.

·         Tomar sempre um banho,  lavar os genitais, e urinar imediatamente depois do final do ato sexual, são sempre medidas preventivas, mesmo que essa atitude esfrie o "clima" entre os dois. Essas medidas devem ser utilizadas em parceiros (as) eventuais.

·         A desconfiança ou dúvida de que você tenha ou possa ter contraído uma DST, é o sinal de alarme para procurar o médico.

·         Se souber ou desconfiar que tem ou possa ter uma DST, não ponha em risco a saúde da outra pessoa, que inocentemente concorda em fazer sexo com você; seja honesto (a) com a outra pessoa e com a sua consciência, não fazendo sexo até que o médico libere.

·         No caso em que você, ou seu parceiro tenha  HIV, HPV, HTLV, os cuidados devem ser redobrados, o preservativo (camisinha), e alguns cuidados básicos, devem vir sempre antes, do ato sexual propriamente dito.

·         A ocorrência de DST pode aumentar muito o risco de contrair o vírus da AIDS. Corrimentos ou pus, feridas e verrugas nos órgãos sexuais são os seus sinais principais. A presença de DST indica que a pessoa não está se prevenindo contra a AIDS. 

Atenção: Todas as condições que influenciam ou facilitam um comportamento sexual promíscuo como a urbanização desorganizada, agressividade, condições socioeconômicas,  insegurança, falta de informações sobre sexo, anticoncepcionais, determinadas ocupações, migrações, prostituição, turismo sexual e o uso distorcido dos meios de comunicação de massa que em alguns casos contribuem muito para a promiscuidade sexual, vêm desempenhando importante papel não só no aumento das DST's, mas também nas doenças infecciosas e transmissíveis em geral. 

 

Parece importante assinalar que uma população teoricamente mais esclarecida, a dos estudantes universitários, constitui hoje, um dos chamados grupos de risco para se adquirir DST.


Dúvidas de termos técnicos e expressões, consulte o Glossário geral.