HIPERTENSÃO  ARTERIAL


 

Definição

A Hipertensão é uma condição anormal dos pequenos vasos do sistema arterial na qual a pressão sistólica ou diastólica, ou ambas estão elevadas. Uma elevação da pressão sistólica e/ou da diastólica,  está associada a um aumento da taxa de mortalidade.  A hipertensão aumenta o risco de desenvolver outras doenças, por isso a necessidade de se manter sempre a pressão arterial controlada.

 

Chama-se de pressão diastólica ou pressão arterial mínima, a que é registrada quando o coração está em sua fase de repouso (diástole), antes de iniciar a contração (sístole) que impele o sangue para as artérias, com o conseqüente aumento de pressão (pressão sistólica ou máxima). Assim, pode-se conceituar a hipertensão arterial como uma doença em que os níveis de pressão sistólicos, isto é, durante a contração cardíaca, são superiores a 150 mm Hg (milímetros de mercúrio) e os diastólicos, ou seja, durante o relaxamento do coração, superiores a 90/100 mm Hg. Esse  conceito, porém, aplica-se apenas a adultos jovens. Após os 40 anos de idade é comum uma ligeira elevação da pressão; nas crianças, ao contrário, ela é sempre mais baixa.

 

Apesar de, virtualmente, constituir um grave perigo, a hipertensão arterial costuma ser encarada como um mal menor, por uma grande parte da população, sem conseqüências dignas de maiores considerações ou que necessite de uma consulta ao médico. A hipertensão arterial é considerada um dos maiores fatores de risco para  o AVC (derrame),  o infarto do miocárdio e insuficiência cardíaca e renal. O controle da pressão sanguínea reduz a incidência desses distúrbios coronarianos, cerebrais e renais.

Incidência

Fisiopatologia

A pressão arterial (PA) é determinada pelo débito cardíaco (DC) e pela resistência vascular periférica (RVP). Na hipertensão arterial, há uma série de fatores que podem aumentar o DC e/ou a RVP. O aumento do DC pode ocorrer por aumento da pré-carga ou da contratilidade cardíaca e o aumento da RVP, por constrição funcional ou hipertrofia estrutural das arteríolas. A ingesta excessiva de sódio  aumenta a volemia, elevando a pré-carga.

 

Alterações genéticas: podem modificar a superfície de filtração glomerular e/ou promover a retenção de sódio, contribuindo para o aumento da volemia. Além disso podem atuar sobre a membrana celular, gerando aumento da RVP por constrição funcional e/ou hipertrofia da parede vascular. 

 

O estress é também fator de grande importância, pois atua através do aumento da atividade simpática, aumentando a pré-carga e a contratilidade e promovendo alterações funcionais e estruturais nas arteríolas. Atuando sobre os vasos, o sistema renina-angiotensina também pode  estar envolvido, aumentando a RVP .

 

A obesidade,  através da hiperinsulinemia, gera alterações estruturais nas arteríolas com hipertrofia de suas paredes.

Fatores derivados do endotélio também podem atuar significativamente sobre a parede vascular.

 

A natureza da hipertensão arterial é certamente multifatorial, onde mais de um destes defeitos deve estar atuando, integrando fatores genéticos e ambientais. Não há dúvida de que o maior conhecimento da fisiopatologia da hipertensão arterial contribuirá favoravelmente para sua prevenção.

 

O efeito depressivo no organismo:

 

O cérebro é formado por células, os neurônios, que se comunicam por meio de substâncias chamadas neurotransmissores. Quando uma pessoa está em depressão, alguns neurotransmissores, por algum motivo,  não circulam como deveriam. Embora seja desencadeada por  um desequilíbrio na atividade química do cérebro, a depressão normalmente tem causas externas e pode afetar todo o organismo. Quando o cérebro detecta uma situação estressante ou angustiante, estruturas como o hipotálamo, amídala e a glândula pituitária ficam em alerta. Elas trocam informações entre si e enviam sinalizadores químicos e impulsos nervosos que preparam o corpo para os momentos difíceis.

 

As glândulas supra-renais reagem ao alerta liberando adrenalina, o que faz o coração bater mais rápido e os pulmões trabalharem mais para oxigenar o corpo. As células nervosas liberam noradrenalina, que tensiona os músculos e aguça os sentidos. A digestão fica prejudicada, o que pode provocar enjôos. Depois que a influência externa passa, os níveis hormonais caem, mas se as crises forem muito freqüentes tais substâncias podem danificar as artérias. Casos crônicos levam a um sistema imunológico enfraquecido, perda de massa óssea, supressão da capacidade reprodutiva e problemas de memória.

Causas

A causa é desconhecida, mas existem várias hipóteses para a elevação da pressão arterial:

Classificação

A hipertensão arterial pode ser dividida, esquematicamente, em dois tipos:

 

Hipertensão primária ou essencial:

 

Quando não se conhece a causa  da hipertensão em determinado paciente, a doença é denominada hipertensão primária ou essencial.  Cerca de 90% dos pacientes hipertensos, têm esse tipo de  pressão. Quando a pressão diastólica (mais baixa) é igual ou superior a 90 mm Hg e não existem outras causas de hipertensão, a afecção é denominada hipertensão primária.  Mais especificamente, quando a média de três ou mais pressões arteriais tomadas em repouso com vários dias de intervalo ultrapassa os limites superiores, o indivíduo é considerado hipertenso.

Hipertensão Secundária:

 

Quando se conhece  a causa da hipertensão  em determinado paciente, a doença é denominada hipertensão arterial secundária.  Geralmente  tem origem endócrina, hormonal, neurogênica, renal, hepática ou decorrentes do estreitamento dos vasos na aterosclerose. Pode se manifestar também durante  a gravidez

Possíveis causas da Hipertensão secundária:

 

Distúrbios renais:

Distúrbios endócrinos:

Distúrbios vasculares:

Distúrbios neurológicos:

Classificação da pressão arterial para pessoas acima de 18 anos

 

CATEGORIA

SISTÓLICA

(máxima)

DIASTÓLICA

(mínima)

Pressão arterial

 normal

 Inferior a 13

  Inferior a 8,5

Hipertensão normal

 13 a 13,9

   8,5 a 8,9

Hipertensão: estágio 1

          (leve)

 14 a 15,9

   9 a 9,9

Hipertensão: estágio 2

      (moderada)

 16 a 17,9

   10 a 10,9

Hipertensão: estágio 3

         (grave)

 18 a 20,9

   11 a 11,9

Hipertensão: estágio 4

     (gravíssima)

 21 ou superior

   12 ou  superior

 

 

Fatores de risco

São os  fatores que podem exercer efeito ativante, ou que facilitam o aparecimento da Hipertensão arterial:

Obs:  Na medida em que os fatores de risco se somam, o efeito é exponencial.

Hipertensão e o Diabetes

A coexistência  entre Diabetes mellitus (tipo 2) e hipertensão arterial é bastante freqüente: mais de 60% das pessoas que têm esse tipo de diabetes apresentam hipertensão arterial, independentemente  da idade ou da presença de obesidade.

Hipertensão e as artérias

Os vasos sanguíneos podem ser danificados pela hipertensão. A força propulsora do sangue nas artérias pode ceifar ou rasgar as células do revestimento interno. Artérias danificadas podem se recuperar, mas quando a lesão é extensa ou freqüente, o processo de recuperação provoca o surgimento de uma placa protuberante de gordura, colesterol e células mortas. Pessoas com altos níveis de colesterol, especialmente de LDL, ou "mau" colesterol, são as que correm maior risco de desenvolver estas placas de gordura.  A hipertensão acelera o processo e as placas podem  crescer de tal modo que passam a bloquear a passagem do sangue, configurando a aterosclerose. Como a hipertensão, a aterosclerose é silenciosa até induzir dano suficiente para causar sintomas. Além de acelerar a obstrução das artérias, a hipertensão pode agravar a arteriosclerose (endurecimento das artérias).  Na arteriosclerose, a musculatura presente nos vasos sanguíneos fica mais grossa e dura, estreitando as artérias e tornando-as menos flexíveis. Conseqüentemente,  menos sangue flui dos vasos para os tecidos.

Hipertensão e o cigarro

O tabagismo (ato de fumar) é o mais importante fator de risco, que pode ser prevenido para doença  cardiovascular, sendo responsável por 1 em cada 6 óbitos, pois a nicotina aumenta a pressão arterial e acelera a progressão da aterosclerose (depósito de gorduras nas paredes das artérias). Abandonar o cigarro, deve ser a primeira providência do hipertenso.

Hipertensão e a gravidez

Quando a mulher está  grávida, geralmente ocorre uma mudança na pressão arterial. Quando  a pressão básica da mulher antes  de engravidar é desconhecida, qualquer leitura de 140 por 90mm Hg ou superior será considerada anormal.  Quando surge hipertensão na gravidez em mulher com pressão anteriormente normal, o estado é denominado pré-eclâmpsia ou toxemia gravídica. A hipertensão quando diagnosticada após a vigésima semana de gestação pode ser classificada de pré-eclâmpsia, eclâmpsia ou hipertensão transitória, dependendo dos outros sintomas e circunstâncias. Seja leve ou grave, entretanto, a pré-eclâmpsia é sempre séria. O estado é provocado pela contração (estreitamento) dos vasos sanguíneos, com redução do suprimento de sangue para os tecidos, inclusive para o feto e a placenta. Gestantes com pré-eclâmpsia têm pressão arterial elevada, proteinúria e edema mais perceptível nas mãos e no rosto. A redução de fluxo sanguíneo para a placenta ameaça a saúde e desenvolvimento do feto. A pré-eclâmpsia pode também lesar os rins.

 

A pré-eclâmpsia geralmente ocorre na primeira gravidez. Correm maior risco de desenvolver pré-eclâmpsia mulheres jovens, com diabetes, grávidas de gêmeos ou com histórico anterior de hipertensão.  A pré-eclâmpsia é diagnosticada previamente monitorando a pressão arterial, a quantidade de proteína na urina e o grau de edema (inchação). Em casos de pré-eclâmpsia grave, em que a gestação já tiver ultrapassado a trigésima semana, considera-se que a melhor medida é induzir o parto do bebê, para proteger a mãe de AVC ou outras complicações fatais.

 

Mulheres com pré-eclâmpsia leve ou grave sempre correm risco de desenvolver eclâmpsia, um estado muito mais grave, que coloca tanto a mulher (convulsões, órgãos danificados, óbito) quanto o feto (nascimento prematuro,óbito) em perigo. Dores de cabeça e dores abdominais, visão embaçada e espasmo facial geralmente precedem as convulsões. Entretanto, às vezes a eclâmpsia pode desenvolver-se sem aviso.

Hipertensão  infantil

Nos últimos dez anos, detectou-se um aumento significativo dos níveis de pressão arterial em crianças e jovens. E esse é um caminho para o desenvolvimento da hipertensão.  Pesquisas mostram que 80% das crianças com níveis de pressão acima da desejável, ou seja, a partir de 12 por 8, têm grande probabilidade de se tornar adultos hipertensos. Por trás do aumento dos níveis de pressão arterial nas crianças estão o excesso de peso e o sedentarismo. De maneira geral, meninas e meninos devem ter uma média de 11 por 7.  A Sociedade Americana de Hipertensão  recomenda que os médicos pediatras, devem medir a pressão arterial dos pacientes com mais de 4 anos de idade. Brevemente, as novas recomendações americanas devem ser seguidas pelos pediatras brasileiros.

Hipertensão e a Disfunção erétil

A Hipertensão arterial pode causar o enrijecimento ou estreitamento dos vasos sanguíneos. Isso pode restringir o fluxo do sangue do pênis, levando à Disfunção erétil. Além disso, alguns remédios usados para o tratamento da hipertensão arterial, podem contribuir para o aparecimento da Disfunção erétil.

Hipertensão e os olhos

Embora não estejam envolvidos na regulação da pressão arterial, os olhos são irrigados por muitas artérias. Estas artérias podem ser observadas durante um exame oftalmológico da retina, que fica atrás do olho. Se o médico verificar a presença de áreas onde os vasos apresentem rupturas ou estejam estreitados há possibilidades de haver lesões semelhantes em outras artérias do organismo. A pressão arterial elevada pode causar  a degeneração da retina (retinopatia), que recebe as imagens visuais do cristalino. Alterações nas artérias do olho são um forte indicativo de que mudanças semelhantes estão ocorrendo nos rins.

Hipertensão e o peso

Estar acima do peso é um fator associado a muitos problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, câncer, diabetes, doença de vesícula biliar, artrite e apnéia do sono. Existe uma relação clara e direta entre peso e pressão arterial. Ou seja, um peso aumentado geralmente significa pressão mais alta. Resultados de estudos sugerem que 6 em cada 10 adultos com hipertensão têm um peso 20% além do ideal. Nos adultos jovens, o efeito do peso sobre a pressão é ainda maior. Entre os 20 e os 44 anos, o risco de hipertensão é cinco vezes maior entre pessoas  gordas do que naquelas com peso normal;  nas pessoas acima de 45 anos esse risco só dobra.

 

O excesso de peso tem grande relação com o aumento da pressão, portanto, se o indivíduo está com o peso acima do normal, ou seja, índice de massa corpórea acima de 25 Kg/m2, deve iniciar um programa de redução de peso o qual a ingestão  de alimentos de baixo valor calórico deve ser a regra. Para se calcular o índice de massa corpórea usa-se a seguinte fórmula: Multiplicar a altura por 2, e dividir pelo peso.

Hipertensão e os rins

O rim e a hipertensão interagem de maneira íntima, sendo difícil determinar se o rim está originando ou sendo vítima da hipertensão. Como os rins tem a função de filtrar todo o sangue do organismo, quando a pressão está alta, os rins são mais suscetíveis a danos. O  estreitamento das artérias renais pode provocar hipertensão renovascular. O próprio tecido renal pode ficar prejudicado pela pressão muito alta. A capacidade deste tecido de filtrar resíduos vai declinando gradativamente até desaparecer totalmente.  As toxinas acumuladas no sangue, causam sérias conseqüência no organismo,  até chegar ao ponto do indivíduo ter que realizar diálise, para poder sobreviver.  A insuficiência renal progressiva está associada a todos os estágios da hipertensão, mas é muito mais comum em pessoas com estágios mais avançados da hipertensão.

Hipertensão e o sal

No organismo, o sal dispara todo um processo bioquímico que culmina na contração dos vasos sanguíneos, e na retenção de líquidos. O consumo de sal está, em algumas pessoas diretamente ligado a hipertensão, AVC e função renal. A quantidade de cálcio perdida pela urina também é mais alta em pessoas que consomem muito sal. O consumo de sal, independentemente do nível de pressão, é um importante fator independente de hipertrofia ventricular esquerda; mesmo uma redução moderada em seu consumo reduz o tamanho do ventrículo esquerdo. Pessoas que têm pressão arterial normal também apresentam diminuição de pressão sistólica e, às vezes, embora em grau menor, da pressão diastólica, quando diminuem o consumo de sal. estudos comprovam que aproximadamente metade dos hipertensos seja sensível ao sal. Isso significa que a pressão sobe ao ingerir sal em demasia.

Sinais e sintomas

A hipertensão não apresenta sintomas específicos logo que aparece.  A doença pode ser assintomática por muitos anos, sem que a pessoa perceba o desenvolvimento da doença. Quando mostra os sinais de sua presença, a doença já esta em evolução, e geralmente já danificou artérias, arteríolas e comprometeu órgãos. O indivíduo quando está com a pressão arterial alta, se queixa de alguns desses seguintes sintomas:

 

Sinais iniciais:

Sinais tardios:

Crise hipertensiva: constitui em uma elevação brusca e rápida na pressão arterial, com efeitos sobre os órgãos-alvos, que podem ameaçar a vida.

A média de idade das pessoas que sofrem crise hipertensiva é de 40 anos e os homens são mais afetados do que as mulheres. Uma elevação importante da pressão, de início rápido, em uma pessoa jovem e anteriormente saudável causa mais preocupação do que numa pessoa mais idosa que seja hipertensa.

Diagnóstico

Apenas a medida da pressão arterial não permite identificar seguramente um indivíduo como hipertenso. A simples leitura dos valores da pressão arterial não serve como dado absoluto. É necessário interpretar esses valores para alcançar  algum resultado prático. Às vezes, a pressão poderá estar alta, apenas durante os momentos da medição, por puro nervosismo. Além disso, os valores podem estar alterados por erro de medida.  Cabe ao médico suspeitar da ocorrência de hipertensão arterial e, se necessário, requisitar outros exames, tanto para complementar o diagnóstico como para tentar esclarecer  a origem da doença.

Tratamento

Médico especialista: Clínico geral. Dependendo do tipo de hipertensão, da evolução e do acometimento de outros órgãos, outros especialistas podem ser indicados para o tratamento, principalmente o Cardiologista e o Nefrologista.

 

O objetivo do tratamento envolve as seguintes procedimentos:

Trazer a pressão arterial de volta para o  normal ou para níveis quase normotensos.

Manter uma pressão arterial normal com efeitos colaterais mínimos.

Corrigir  os fatores de risco que afetam diretamente a pressão arterial.

Retardar a progressão e controlar a doença.

Retardar a progressão da aterosclerose.

Reduzir o risco de doença cardiovascular e  AVC.

O tratamento implementado deve ser prescrito numa base individualizada, dependendo da pressão arterial, do tipo de hipertensão (essencial ou secundária), da extensão do dano vascular e dependendo do aspecto primário ou secundário da hipertensão. A dietoterapia  é fundamental no tratamento da hipertensão.

 

No caso específico do tratamento da hipertensão secundária, este deve ser voltado para a eliminação da causa subjacente.

 

No caso específico do tratamento da hipertensão essencial, este deve ser feito através de medicamentos hipotensores, sedativos e relaxantes.

 

Crise hipertensiva:  paciente deve ser hospitalizado imediatamente e submetido a tratamento medicamentoso, monitorização e avaliação constante. 

Obs: Praticamente todos os pacientes com pressão diastólica igual ou superior a 105mm Hg, devem ser submetidos à terapêutica medicamentosa anti-hipertensiva.

 

Dietoterapia: Juntamente com a medicação hipotensora deve ser prescrita uma dieta pobre em sódio. A combinação dos medicamentos e da dieta pode permitir uma dosagem mais baixa dos medicamentos e uma restrição de sódio menos rígida. Para pacientes que se encontrem com excesso de peso, deve ser prescrita uma dieta hipocalórica. Há um aumento de 6,6 mm de mercúrio na pressão sanguínea, no homem por cada 10% de peso acima do normal.  Freqüentemente, a perda de peso resulta em redução da pressão sanguínea. Em relação ao homem, a redução do peso nas mulheres reduz apenas à metade a pressão sanguínea.

 

Na hipertensão, a dietoterapia consiste em uma dieta restrita em sódio, de baixo valor calórico, na qual 50% das calorias provêm dos hidratos de carbono. Deve ser dada mais ênfase aos hidratos de carbono complexos (amido) do que aos açúcares concentrados. O conteúdo de proteínas da dieta é normal, com proteínas de alto valor biológico. A dieta deve ser moderadamente pobre em gorduras.

 

Os pacientes devem ser encorajados a ter paciência. Quando a dietoterapia for usada como único tratamento, pode levar de 4 a 6 semanas para haver alguma modificação desejável na pressão sanguínea. Deve-se providenciar para o paciente,  informações sobre o uso alternativo de condimentos que poderão dar gosto à comida, que não seja o sal. O insucesso do objetivo terapêutico pode decorrer das seguintes situações:

 

 

MEDICAMENTOS ANTI-HIPERTENSIVOS

 DROGA

AÇÃO

EFEITOS COLATERAIS

Diuréticos

Vasodilatadores: ajudam os rins a eliminar a água e o sal do organismo

Perda de potássio, câimbras musculares, vontade freqüente de urinar,   cansaço, fraqueza, impotência, distúrbios gastrintestinais

Beta-bloqueadores

Vasodilatadores. Diminuem o ritmo cardíaco e bloqueiam a produção de renina pelos rins

Cansaço, insônia, impotência,  falta de ar, náuseas e vômitos, depressão. Nos diabéticos, pode diminuir a percepção da hipoglicemia

Inibidores da enzima conversora da angiotensina  (ECA)

Evitam a contração das artérias, devido ao bloqueio da formação de angiotensina

Tosse, erupções cutâneas, níveis elevados de potássio, taquicardia e inchaço

Bloqueadores dos canais de cálcio

Relaxam as paredes das artérias

Constipação, inchação nos tornozelos, dor de cabeça, rubor, mudanças nas gengivas, batimento cardíaco acelerado

Alfa-bloqueadores

Evitam a contração das artérias

Queda súbita de pressão (desmaio), nariz entupido, erupções cutâneas, dor de cabeça, tontura, fraqueza, leve retenção de líquido

Bloqueadores da angiotensina

Evitam a contração das artérias e a retenção de sal e água pelos rins

Cansaço, dores de estômago

Drogas de ação central

Diminuem o ritmo cardíaco e a resistência periférica através de ações no cérebro e nervos

Sonolência, boca seca, cansaço, hipotensão postural, disfunção sexual, grave síndrome de abstinência

Vasodilatadores diretos

Dilatam os vasos sanguíneos

Batimento cardíaco acelerado, palpitações, retenção de líquido, dor de cabeça, nariz entupido

 

Medicamentos e suas substâncias ativas:

Medicamentos que podem causar ou agravar a hipertensão:

Assistência de enfermagem:

Terapias alternativas

A grande maioria dos tratamentos alternativos tratam dos fatores emocionais do paciente e não dos problemas físicos.

Complicações

A possibilidade de complicações cardiovasculares, é proporcional ao grau de elevação da pressão arterial, associado a:

As principais complicações da hipertensão arterial são:

Prevenção

A hipertensão  arterial pode ocorrer em qualquer pessoa, independente da idade, sexo ou raça, mas através de alguns  cuidados preventivos pode-se tentar evitar, se possível,  que a doença se instale permanentemente:

Alimentos  a serem evitados pelo hipertenso

Cuidados gerais para o hipertenso

Cuidados com a medicação

Quando o seu médico lhe prescreve um medicamento, você  deve tomá-lo rigorosamente conforme foi prescrito, no receituário, observando as doses, número de tomadas diárias e os horários. Pois, se você  não seguir as orientações de seu médico, com certeza, o tratamento não trará os resultados esperados.

 

Nunca abandone o tratamento, ele é fundamental para a sua saúde e o seu bem-estar.  Pode ser que com o tempo você tome outro medicamento ou até mesmo lhe seja recomendado um tratamento sem medicamentos, mas isso é uma decisão que somente seu médico poderá tomar. O tratamento estará mantendo ou melhorando sua qualidade de vida.

Portanto, segui-lo corretamente significa viver mais.

Atualidades

Adesivo transdérmico: A FDA, agência americana que regula o setor de alimentos e remédios, autorizou a comercialização do primeiro adesivo transdêrmico para tratar da depressão. O adesivo, Emsam, que libera selegilina, foi criado pelos laboratórios Somerset Pharmaceuticals e será  comercializado pelo grupo farmacêutico Bristol-Myers Squib. Primeiramente, a selegilina foi autorizada pela FDA em 1989 sob forma de comprimido para o tratamento do mal de Parkinson.  A substância também é prescrita para cuidar dos pacientes depressivos, nos quais os medicamentos mais utilizados, como Prozac, Zoloft e Paxil, são ineficazes.

 

Quer um conselho?

Dance! 

Se for possível, entre numa academia de dança, e vá dançar. A dança alivia as tensões do dia a dia, melhora o relacionamento social,  aproxima as pessoas, renova as amizades, relaxa e faz com que você  esqueça pelo menos durante  as aulas, esse tormento que é ficar pensando se a pressão está alta ou está baixa demais, devido aos remédios.  A dança é considerada um verdadeiro bálsamo para pessoas hipertensas, principalmente no seu caso,  que vive a maioria do tempo preocupada com a sua pressão.

 

Aproveite!

Vá dançar:  jazz,  dança espanhola, dança de salão, balé moderno ou clássico, sapateado, samba, bolero, tango, dança moderna e outras. Se você for homem ou mulher, idoso ou jovem, não se envergonhe. A dança faz bem à sua saúde, a você e a sua alma.

 

Pense!.

A prioridade é sempre você.  Não deixe jamais a sua condição de hipertensa controlar a sua vida.

 

Lembre-se do consagrado ditado chinês:

 

"Tenha coragem para mudar o que pode ser mudado;

paciência para aceitar o que não pode ser mudado e

sabedoria para diferenciar uma coisa da outra."


Dúvidas de termos técnicos e expressões, consulte o Glossário geral.