CÂNCER NO CÉREBRO


 

O que é Câncer 

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo.
Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores (acúmulo de células cancerosas) ou neoplasias malignas. Por outro lado, um tumor benigno significa simplesmente uma massa localizada de células que se multiplicam vagarosamente e se assemelham ao seu tecido original, raramente constituindo um risco de vida.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Por exemplo, existem diversos tipos de câncer de pele porque a pele é formada de mais de um tipo de célula. Se o câncer tem início em tecidos epiteliais como pele ou mucosas ele é denominado carcinoma. Se começa em tecidos conjuntivos como osso, músculo ou cartilagem é chamado de sarcoma. Outras características que diferenciam os diversos tipos de câncer entre si são a velocidade de multiplicação das células e a capacidade de invadir tecidos e órgãos vizinhos ou distantes (metástases).

Definição

Câncer cerebral é um tumor maligno que ocorre no cérebro, devido a um crescimento anormal e acelerado  de células cancerosas, originadas no cérebro ou de metástases de outros tumores cancerosos. Ocorrência de câncer no cérebro em crianças, infelizmente, tem um prognóstico desfavorável e geram sequelas físicas e intelectuais. Nos pacientes adultos, o aparecimento de tumor cerebral metástatico, tem um prognóstico  reservado.

Incidência

Classificação

Os tumores cerebrais podem ser classificados em diversos grupos:

I -   Tumores intracerebrais:

A.  Gliomas: infiltram-se em qualquer parte do cérebro; tipo mais comum de tumor cerebral e o um dos mais agressivos, com um mau prognóstico. Por ser extremamente vascularizado, esse tipo de tumor necessita de grande quantidade de vasos para sobreviver e se desenvolver. 

II - Tumores que se originam a partir de estruturas de sustentação:

III - Tumores de desenvolvimento:

IV - Lesões metastáticas.

Câncer cerebral e a PIC (pressão intracraniana)

O crânio é um compartimento rígido que contém os conteúdos não-compressíveis essenciais: subtância cerebral, sangue intravascular e líquido cefalorraquidiano (LCR) de acordo com  a hipótese de Monto-Kellie modificada. Quando qualquer um desses componentes do crânio aumenta em volume, a PIC (pressão intracraniana) aumenta, a menos que um dos outros componentes diminua de volume. Por conseguinte, qualquer alteração no volume ocupado pelo cérebro, produz sinais e sintomas de PIC aumentada.

Os sintomas da PIC aumentada são causados por uma compressão gradual do cérebro pelo tumor em crescimento. O efeito é a ruptura do equilíbrio que existe entre o cérebro, o LCR e o sangue cerebral, todos localizados dentro do crânio. À medida que o tumor cresce, os ajustes compensatórios podem ocorrer através da compressão das veias intracranianas, por meio da redução do volume do LCR (por absorção aumentada ou produção diminuída), uma modesta diminuição do fluxo sanguíneo cerebral e redução da massa de tecido cerebral intracelular e extracelular. Quando esses mecanismos compensatórios falham, o paciente desenvolve sinais e sintomas de PIC aumentada.

Os três sinais clássicos de PIC aumentada são cefaléia, vômitos e papiledema (edema do nervo óptico). Também são comuns as alterações da personalidade e uma variedade de déficits focais, incluindo as disfunções motora, sensorial e craniana.

Sinais e sintomas

De maneira geral, o tumor no cérebro caracteriza-se por uma evolução progressiva dos sintomas, durante um certo período de tempo.  Os sintomas específicos dependen do tamanho, localização, grau de invasão e do processo inflamatórios que o tumor causa no cérebro. Geralmente, os pacientes com tumores cerebrais, na fase inicial, podem procurar o médico devido às seguintes queixas:

Sintomas causados pelo aumento da pressão intracraniana (PIC):

Sintomas localizados:

Quando regiões específicas do cérebro são afetadas, ocorrem sinais e sintomas locais, como as anormalidade sensoriais e motoras, alterações visuais, alterações na cognição, distúrbios da linguagem e convulsões. A progressão dos sinais e sintomas é importante, porque ela indica o crescimento e a expansão do tumor.  Muitos tumores cerebrais podem ser localizados ao se correlacionarem os sinais e sintomas com áreas cerebrais conhecidas:

Fase terminal:

Diagnóstico

Uma vez confirmado o diagnóstico de câncer, através da biópsia,   realiza-se exames para estabelecer o estadiamento, que consiste em saber o estágio de evolução, ou seja, se a doença está restrita  ou disseminada por outros órgãos. O estadiamento diferencia a forma terapêutica e o prognóstico.

Os exames diagnósticos necessários para estabelecer se houve metástase e o estadiamento clínico (estágio da doença):

É importante lembrar que os exames complementares devem ser solicitados de acordo com o comportamento biológico do tumor, ou seja, o seu grau de invasão e os órgãos para os quais ele geralmente origina metástases, quando se procura avaliar a extensão da doença. Isso evita o excesso de exames desnecessários.

Metástases

Freqüentemente, as células tumorais penetram na corrente sanguínea e linfática; por esse caminho são levadas a outros setores do organismo. E aí se instalam e proliferam. Formam-se então ninhos de células, que originam outras manifestações tumorais, as metástases, que  são  os tumores secundários. Essas manifestações secundárias, decorrentes de migração de células cancerosas, podem instalar-se em qualquer outro ponto do organismo. A análise do tipo de células que formam um tumor pode identificar se ele é primitivo ou se as células provêm de outro tumor, isto é, se se trata de uma metástase.

Os pacientes com tumores sistêmicos podem evoluir bem até o tumor metastizar para o sistema nervoso, e dar origem rapidamente a sintomas assustadores e incapacitantes (perda motora, neuropatias cranianas, alteração intelectual, alucinações e crises convulsivas). Comumente as metástases para o cérebro são múltiplas e geralmente irressecáveis.

Os tumores cerebrais secundários ou metastáticos desenvolvem-se a partir de estruturas fora do cérebro e ocorrem em 20 a 40% de todos os pacientes com câncer.  Os tumores cerebrais raramente originam metástase para fora do sistema nervoso central, mas as lesões metastáticas para o cérebro ocorrem comumente a partir do pulmão, mama, trato gastrointestinal inferior, pâncreas, rim e pele (melanomas). Um número significativo de pacientes com câncer, experimenta déficits neurológicos provocados por metástases para o cérebro. As lesões metastáticas para o cérebro constituem 10% de todos os tumores intracranianos. A metástase cerebral é a complicação neurológica mais comum do câncer sistêmico. Esse fato torna-se mais importante a nível clínico, à medida que mais pacientes com todas as formas de câncer vivem por mais tempo em consequência da melhora das terapias.

 

Os sinais e sintomas neurológicos incluem a cefaléia (dor de cabeça), distúrbios da marcha, comprometimento visual, alucinações, alterações da personalidade, mentalização alterada (perda da memória e confusão), fraqueza focal, paralisia, afasia e convulsões. Esses problemas podem ser devastadores para o paciente e para a família. 

 

O tratamento do câncer cerebral metastático é paliativo e envolve a eliminação ou redução dos sintomas graves. Os pacientes com diagnósticos de metástases  intracerebrais que não são tratados apresentam uma evolução degradante contínua, com um tempo de sobrevida limitado, enquanto aqueles que são tratados podem sobreviver por períodos ligeiramente maiores. Mas, infelizmente, o prognóstico é reservado.

 

Locais mais comuns de metástase:

Estadiamento do tumor

A prática de se dividir os casos de câncer em grupos, de acordo com os chamados estádios, surgiu do fato de que as taxas de sobrevida eram maiores para os casos nos quais a doença era localizada, do que para aqueles nos quais a doença tinha se estendido além do órgão de origem.  O estádio da doença, na ocasião do diagnóstico, pode ser um reflexo não somente da taxa de crescimento e extensão da neoplasia, mas também, do tipo de tumor e da relação tumor-hospedeiro.

 A classificação do tumor maligno tem como objetivos:

O sistema de classificação TNM - Classificação of Malignant Tumours, desenvolvido pela American  Joint Committee on Cancer, é um método aceito e utilizado para classificação dos tumores.

A adição de números a estes três componentes indica a extensão da doença maligna. Por exemplo:

T0, T1, T2, T3, T4 / N0, N1, N2, N3 / M0, M1

A enfermeira e o paciente

O paciente que se confronta com o diagnóstico de câncer reage  com sentimentos de medo, pavor e ansiedade.  Em vista das reações emocionais geralmente devastadoras ao diagnóstico e ao tratamento que vai enfrentar, o paciente deve ter um tempo para absorver o significado do diagnóstico e quaisquer informações que o ajudarão a avaliar as opções de tratamento disponíveis. As informações sobre a cirurgia, a localização e a extensão do tumor e os tratamentos pós-operatórios envolvendo a radioterapia e quimioterapia são detalhes para os quais o paciente precisa de ajuda para poder tomar as decisões.

 

A enfermeira responsável pelo cuidado do paciente que acabou de receber um diagnóstico de câncer, precisa estar ciente das atuais opções de tratamento e ser capaz de discuti-las com o paciente. A enfermeira deve estar consciente das informações que foram dadas ao paciente pelo médico de modo a responder às perguntas específicas que o paciente possa ter. Quando apropriado, a enfermeira discute os usos dos medicamentos, a extensão do tratamento, o controle dos efeitos colaterais, as possíveis reações posteriores, freqüência, duração e as metas do tratamento com o paciente. A quantidade e a regulação temporal das informações fornecidas baseiam-se nas respostas, capacidade de aceitação e aptidão para aprender por parte do paciente.

A terapêutica e o paciente

A participação do paciente no tratamento do câncer  é de fundamental importância e, para que isso ocorra, ele deve estar devidamente informado sobre a sua doença, opções de  tratamento, complicações, efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia, novos protocolos de pesquisa,  medicamentos novos e as seqüelas decorrentes da terapêutica. Estudos comprovam que o doente bem informado, coopera com o tratamento, mantém a confiança no médico e na família, contribui com sucesso para o objetivo do tratamento que é a cura, ou em casos específicos, para uma sobrevida com uma melhor qualidade de vida.

Tratamento

Médicos especialistas: Neurologista e Neurocirurgião  especializado em Oncologia. Dependendo da evolução da doença e do acometimento de outros órgãos, outros especialistas podem ser indicados para o tratamento.

Objetivo: Remover ou destruir a totalidade do tumor e/ou a maior  quantidade possível, sem aumentar o déficit neurológico ou alcançar o alívio dos sintomas por meio da extirpação parcial (descompressão).

O tipo de tratamento a ser implementado depende de fatores importantes, tais como: o tamanho,  tipo, localização e extensão do tumor, o estadiamento clínico do câncer e as condições clínicas e físicas do paciente.  O tratamento do câncer cerebral metastático é paliativo e envolve a eliminação ou redução dos sintomas graves.

O tratamento para o câncer cerebral é longo e difícil, geralmente segue determinado protocolos pré-estabelecidos. Os protocolos para o tratamento dependem basicamente  da idade do paciente, se o tumor é metástatico ou não, do grau de ressecção cirúrgica, e do exame histológico do tumor obtido pela biópsia cerebral, quando é possível.

Tratamento medicamentoso.

Tratamento cirúrgico.

Tratamento radioterápico.

Tratamento quimioterápico.

Tratamento paliativo.

 

Obs:  O cérebro possui uma trincheira natural chamada barreira hematoencefálica, que serve para protegê-lo das toxinas que circulam no organismo. Um dos problemas cruciais para o tratamento medicamentoso para o tumor cerebral é que essa barreira também impede que a maioria dos medicamentos alcancem o cérebro e destruam ou diminuam o câncer. 

 

Tratamento medicamentoso: O tratamento através de medicamentos é necessário para aliviar os sintomas causados pela compressão ou pelo aumento do tumor no cérebro.

 

Esteróides: O uso de esteróides é indicado para reduzir o edema cerebral ou combater a inflamação causada pela cirurgia ou pela radiação.  Os esteróides também podem melhorar as dores de cabeça, náuseas e os vômitos. O uso de esteróides por um prazo longo pode trazer os seguintes efeitos colaterais:

Analgésicos: Ajudam a diminuir as dores decorrentes da compressão do tumor na região cerebral.

 

No caso específico de tumor cerebral tipo glioma, o remédio Avastin do laboratório Roche, que é aprovado para tratamento dos cânceres de intestino, pulmão, mama e rim, está sendo considerado uma terapia-alvo que inibe a proliferação das células tumorais  responsáveis pelo crescimento desordenado da malha de vasos sanguíneos ao redor do câncer,  chamadas de proteínas VEGF.  Medicamento utilizado para tratar outros tipos de tumor, o Avastin tem se revelado eficaz ao interromper o suprimento de nutrientes ao glioma, matando-o de "fome".

 

Tratamento cirúrgico:  Muitos tumores cerebrais localizam-se em regiões vitais ou inacessíveis (tumores do tronco cerebral), fazendo com que, até mesmos as biópsias  nesses tumores,  possam  provocar incapacidades inaceitáveis. Os tumores infiltrantes e não encapsulados, tornam a remoção completa quase que impossível, devido às graves alterações  neurológicas resultantes  da cirurgia.

 

A biópsia cerebral  é muito importante para que através  do exame anátomo-patológico  possa ser feita feita a análise dos tipos celulares do tumor 9exame histológico), que no caso específico do cancer cerebral, influencia no tipo de tratamento.

 

A cirurgia completa para a extirpação do tumor, em muitos casos, não pode ser feita, mas a remoção nem que seja parcial do tumor,  pode aliviar alguns sintomas e dores do paciente.

 

A cirurgia geralmente é seguida por radioterapia e/ou quimioterapia.

 

A drenagem do líquor é necessária quando a drenagem natural do LCR é interrompida, devido ao aumento do tumor.  O procedimento cirúrgico é necessário para a colocação de uma válvula para drenagem do excesso. de líquor. O excesso de líquor causa sintomas graves no paciente com câncer cerebral.

 

Tratamento radioterápico: O objetivo da radioterapia é a destruição das células cancerosas, através da aplicação  de radiação .  O tratamento é utilizado geralmente para redução do tumor, alívio dos sintomas e em alguns casos  para aumentar o tempo de vida do paciente. Pode ou não ser  associado com o tratamento  quimioterápico.  Caso o tumor seja inoperável, a radioterapia tem finalidade apenas paliativa.

 

 A Braquiterapia é um  procedimento invasivo, que consiste no implante cirúrgico de fontes de radiação  diretamente no tumor, para liberar doses elevadas de radiação. Tratamento implementado em casos específicos.

 

Dentro do tratamento radioterápico  existe a opção da radioterapiacirurgia estereotática.  Esse tipo de tratamento é indicado em casos restritos.

 

O tratamento radioterápico pode contribuir para a diminuição  e destruição das células do sistema imunológico e causar também inchaço cerebral.  Juntamente  com as náuseas e os vômitos, esses efeitos sistêmicos podem contribuir ainda mais para debilitar o paciente.

 

Nas crianças muito pequenas (abaixo dos três anos), o tratamento radioterápico deve ser usado com muito cuidado, já que o desenvolvimento cerebral nessa fase, está em um estágio delicado.

 

Tratamento quimioterápico: A quimioterapia é um tratamento sistêmico sendo as drogas transportadas na corrente sanguínea e estando aptas a atuar em qualquer sítio tumoral estando a célula cancerosa próxima ou à distância do tumor original. A quimioterapia deve fazer parte do tratamento sistêmico e deve diferenciar os pacientes de bom prognóstico daqueles pacientes de mau prognóstico, com recidiva ou com resposta insatisfatória aos primeiros ciclos de quimioterapia. 

Tratamento paliativo: Nesse tipo de tratamento, o câncer está em estágio terminal e com metástases (estádio III b ou IV), ou em situações específicas em que o tumor é inoperável, o paciente está em estado crônico e sem possibilidades de terapêuticas curativas. O tratamento paliativo resume-se a medidas paliativas, para atenuar os sintomas e oferecer uma melhor condição de sobrevivência com uma qualidade de vida compatível com a dignidade humana.

Prognóstico: Um tumor cerebral não-tratado leva, por fim, à morte, quer por aumentar a PIC, quer a partir da lesão do cérebro por ele causada.  

Metástase cerebral: Os pacientes com diagnósticos de metástases  intracerebrais que não são tratados, apresentam uma evolução degradante contínua, com um tempo de sobrevida limitado, enquanto aqueles que são tratados podem sobreviver por períodos ligeiramente maiores.

Portadores de glioma têm uma média de sobrevida depois do diagnóstico de  quinze meses em média. Estatísticas confirmam que apenas 25% das vítimas de glioma sobrevivem por mais de dois anos.

 

Controle do paciente: É importante que após o tratamento, o paciente seja acompanhado pelo médico. As avaliações regulares permitem a identificação precoce de alterações. As recomendações quanto à freqüência das consultas e exames de seguimento, dependem da extensão da doença, do tratamento realizado e das condições clínicas e físicas do paciente.

Sequelas

Essas sequelas são relacionadas às lesões cerebrais decorrentes da radioterapia, quimioterapia, procedimentos cirúrgicos para a retirada do tumor e   podem ocorrer também devido à localização do tumor.

Em crianças:

Prevenção

Não existe prevenção para o câncer no cérebro.

Apoio psicológico

Apoio e suporte  psicológico e psicossocial são necessários para todos os pacientes com câncer. O apoio psicológico e o estado emocional do paciente são importantes para o sucesso do tratamento, pois a depressão é um dos sintomas que influenciam negativamente no tratamento do câncer.

Terapias alternativas

A grande maioria das terapias alternativas tratam dos fatores emocionais da paciente e não dos problemas físicos. No caso do câncer, essas terapias têm como objetivo principal minimizar  os efeitos negativos do estresse e da depressão causadas pela doença, sobre a saúde do paciente.

Através dessas terapias o paciente aprende a relaxar.  O relaxamento é uma prática que pode ser usada quando se passa por algum evento estressante ou como algo preventivo.  Especificamente em relação ao câncer, a quimioterapia, radioterapia e o processo cirúrgico, são procedimentos extremamente dolorosos e agressivos ao organismo, essas terapias alternativas podem com certeza trazer equilíbrio emocional para o paciente.

Câncer e o estresse

O estresse é uma resposta não específica do organismo a algum tipo de pressão. Situações que causam estresse são chamadas de estressores, e é importante saber que os agentes estressores não são os mesmos para indivíduos diferentes. Os estressores mais comuns estão relacionados a eventos como perda de um ente querido, acidentes, doenças, brigas, divórcios, perda de emprego, provas, problemas financeiros e tráfego.

 

O estresse pode afetar a  saúde de maneiras bastante expressivas e causar dores de cabeça, insônia, úlcera, pressão alta e infartos. Quando dura muito tempo, o estresse se torna crônico e vai suprimindo o funcionamento do sistema imune, ou seja: o corpo vai ficando menos resistente a doenças. A resposta do corpo ao estresse inclui uma série de mudanças fisiológicas que se iniciam em reação a alguma ameaça, preparando o corpo para a ação. 

 

Alguns indivíduos nem precisam de um evento específico para que a resposta ao estresse seja ativada, pois já vivem nesse estado cronicamente, com músculos tensos, insônia, ritmo cardíaco acelerado, ansiedade e desconforto no estômago.  O  estresse prejudica o funcionamento do sistema imune e diminui o número de células T, cuja função é identificar um agente estranho (por exemplo, uma célula cancerosa) para que ele possa ser atacado.

 

Infelizmente, o estresse é uma constante no dia-a-dia da grande maioria das pessoas, mas há maneiras inteligentes de conviver com ele e diminuir os riscos causados por esse mal. Relaxamento e meditação são algumas das maneiras inteligentes de minimizar os efeitos negativos do estresse sobre o organismo.

Câncer e a dor

A dor é um sintoma comumente apresentado por pacientes com câncer avançado, sendo que, para a sua abordagem, o médico deve estar familiarizado com os aspectos etiológicos e fisiopatológicos da dor, com a farmacologia dos analgésicos e medicamentos co-adjuvantes a serem empregados, e com os métodos e técnicas disponíveis para obter-se a analgesia.

O tratamento da dor crônica, que é o tipo de dor mais comum no paciente com câncer, tem como principal objetivo a prevenção da mesma. Por isto, a administração dos medicamentos deve preceder, e não suceder, o episódio doloroso. As doses devem ser administradas a intervalos  regulares de tempo, os quais são estipulados de acordo com o período de duração da ação analgésica dos medicamentos utilizados.

É importante que a dor seja classificada em leve, moderada ou acentuada, pois o tratamento de cada modalidade deve ser individualizado. Nos pacientes com câncer, a dependência ou a tolerância a um narcótico não deve ser considerada como um problema relevante, devendo-se sim, utilizar-se a dose necessária da medicação para alcançar-se a analgesia, ajustando-a de acordo com a necessidade do paciente, não existindo, portanto, uma dose terapêutica máxima a ser aplicada.

Princípios básicos para o  controle da dor:

Os medicamentos adjuvantes no controle da dor do câncer incluem medicamentos que tratam os efeitos adversos dos analgésicos (anti-eméticos, laxantes), intensificam o alívio da dor (corticosteróides) e tratam os distúrbios psicológicos coexistentes (ansiolíticos, antidepressivos e sedativos). Ressalta-se que o alívio da dor requer uma abordagem global do paciente, ou seja, física, psicológica, espiritual, social e afetiva.

Atualidades

Medicamentos em fase de teste: Vacina CDX-110 desenvolvida pelo laboratório Pfizer. Lança no organismo uma versão modificada da proteína EGFR, relacionada à multiplicação das células do câncer cerebral. O sistema imunológico reconhece essa proteína e passa, então, a combatê-la no organismo. A vacina consegue aumentar a sobrevida dos pacientes de 15 meses para 33 meses.  Tem uma previsão de lançamento  para 2013.


Dúvidas de termos técnicos e expressões, consulte o Glossário geral.